FALTA DE APETITE E SELEÇÃO ALIMENTAR DA CRIANÇA

Nutrição Pediátrica
Data de publicação: 27/11/2016
FALTA DE APETITE E SELEÇÃO ALIMENTAR DA CRIANÇA

É comum as mães dizerem ao pediatra que seu filho “não come nada” ou “meu filho come só isso”. Mas o que fazer?

É freqüente entre pais e familiares as queixas sobre a rotina alimentar das crianças, seu apetite e suas preferências. Muitas mães chegam ao pediatra pedindo ajuda para o filho que “não come nada” ou falando “meu filho come só isso”. Nessa fase é essencial buscar informações e agir com calma, a fim de tornar a refeição um momento natural e prazeroso.

A introdução de novos alimentos exige dedicação, para a criança não criar seus próprios costumes incorretamente.  Nos primeiros anos de vida da criança, é importante formar bons hábitos alimentares para suprir suas necessidades nutricionais e garantir um crescimento saudável.

Por que acontece a mudança de apetite durante a infância?

É normal a mudança do apetite durante algumas etapas do crescimento. Um bebê possui um apetite maior, devido ao seu rápido crescimento e metabolismo intenso. À medida que a criança se desenvolve, e começa a se socializar, a explorar seu espaço e sua autonomia, a alimentação que era sua única fonte de prazer e atenção, fica em segundo plano, afinal, ela percebe muitas coisas mais interessantes ao seu redor. Portanto, é esperado que a criança não sinta tanta fome, desde que isso não prejudique seu crescimento ou sua saúde.

Mas o que fazer?

É fundamental que os pais e familiares não se desesperem perdendo o controle da situação.

Brigar ou forçar a criança a comer contribuirá para a recusa do alimento. Assim como estratégias de chantagem ou oferecer recompensas, como por exemplo, “se comer todos os legumes, ganha a sobremesa”, reforçando para a criança que os legumes são “ruins” e gostoso mesmo é o “prêmio”, a sobremesa.  Outro erro frequente é a oferta de alimentos bem aceitos (como iogurtes, bolachas) quando a criança se recusa a comer uma refeição completa, apenas para que a mesma não fique sem comer nada. Essa tática é vantajosa para a criança, e com certeza, ela irá recusar outras refeições para comer o que prefere.

É um processo natural a criança não aceitar certos alimentos nas primeiras ofertas. Estudos afirmam que a criança precisa provar o alimento, se acostumar e se condicionar a gostar, e essa aceitação pode ocorrer somente após experimentar 12 até 15 vezes o mesmo alimento. Ou seja, os pais não podem desistir nesse período pensando que a criança não gosta do alimento, é a repetição que diminui o medo de experimentar novos sabores.

Outras dicas importantes nessa fase:

O ambiente durante a refeição deve ser agradável, sem barulhos ou TV ligada, para não distrair a criança;

A criança pode participar da preparação do alimento e montagem do prato, para estimular sua curiosidade e interesse pelos alimentos;

As refeições devem ser atrativas, com alimentos variados, diversas cores, formatos, texturas para chamar a atenção da criança. Quanto mais colorida, mais nutritiva e atrativa.

Não forçar a criança a comer. Se ela recusar, não ofereça outro alimento em troca. Espere a criança ter fome, e ofereça a mesma refeição;

Estabeleça horários fixos e tempo para a refeição. Não ofereça guloseimas entre as refeições para não diminuir o apetite da criança na hora da alimentação;

Não demonstrar ansiedade, nervosismo, gritar ou punir a criança quando recusar o alimento. Essas atitudes reforçam a recusa e desgastam os pais e os filhos.

Evite oferecer bebidas, como sucos, chás, leite ou iogurtes nos intervalos entre as refeições, pois essas bebidas contêm açúcares e podem diminuir o apetite. Procure oferecer água nesses intervalos.

A criança logo aprende que os pais ficam felizes quando ela “come tudo”. Porém, “pratos cheios” desencorajam a criança a iniciar a refeição, pois ela já sabe que não conseguirá comer tudo e que a reação dos pais será negativa. Então procure oferecer porções pequenas, assim a criança ao ver o prato terá a expectativa de que conseguirá “comer tudo” e se sentirá encorajada a fazer a refeição. Inicie com porções equivalentes ao tamanho da mão fechada da criança e aumente o volume da refeição somente se ela passar a aceitar tudo.

E o principal, consulte sempre o pediatra ou um nutricionista, para uma avaliação individual da alimentação e crescimento de seu filho.

Fortini é um suplemento alimentar balanceado, que contém energia, proteínas, ômegas 3 e 6 e todas as vitaminas e minerais essenciais à saúde e crescimento infantis.

Nas fases em que a criança alimenta-se em quantidade insuficiente, Fortini pode ser adicionado em pequenas quantidades aos alimentos naturais a fim de complementar a alimentação, suprindo os nutrientes ingeridos em quantidade insuficiente.

Fortini sem sabor pode ser adicionado aos alimentos salgados ou doces, e Fortini sabor baunilha pode ser adicionado aos alimentos doces ou ingerido na forma de bebida láctea sabor baunilha. Fortini deve ser consumido sob orientação de médico ou nutricionista.

Texto por: Vanessa Passos do Nascimento, nutricionista.

Referências:
RAMOS, M; STEIN, LM. Desenvolvimento do comportamento alimentar infantil. Jornal de Pediatria, Vol. 76, Supl.3, S229-S237, 2000.
KACHANI, AT; ABREU, CLM; LISBOAS, BH; FISBERG, M. Seletividade alimentar da criança. Pediatria (São Paulo) 27:48-60, 2005.
 
ABREU, CLM, FISBERG M. A inapetência na infância. Recusa alimentar: o que fazer com a criança que não come? Alimentação na Infância 2003;2:1-8
PHILIPPI, Sonia Tucunduva; CRUZ, Ana Teresa Rodrigues  and  COLUCCI, Ana Carolina Almada. Pirâmide alimentar para crianças de 2 a 3 anos. Rev. Nutr. 2003, vol.16, n.1, pp. 5-19.